segunda-feira, 24 de maio de 2010

ER`UMA VEZ

ER`UMA VEZ

Er`uma vez,

Num final de tarde de domingo,

Ela encontrou-se co`ele pra passear.

Riram, conversaram,

Abraçaram, beijaram-se,

Discutiram e s`entenderam...

E o mundo pra ele,

Era só ela, ele,

Ela, ele, mais ninguém,

Retorno ao Paraíso perdido...

Arrebatamento? Devaneio? Loucura? Sedução?

Sentaram lado a lado

Enquanto a trupe atua,

Sem pôr panos-quentes,

A encostar o dedo nas feridas

Dos cancros sociais...

Vôos a alturas incalculáveis...

Mas... o domingo passou,

A segunda-feira chegou,

Ela por lá, ele por aqui...

Os ponteiros dos relógios continuam

Fazendo ininterruptos tic-tacs

Arrastando o tempo pra frente...

Mas tudo permanecerá bem vivo

No fugaz e mutante aqui-e-agora

Da memória daquele casal

Que se curtiu e aproveitou

Aquele final de domingo pra estar junto.

PSEUDO-ARTE

Há alguns dias croniquei um acontcimento inusitado, que presenciei defronte de um bar, quando um sujeito de modos abrutalhados ameaçou um inocente e velho cão, com um revólver. Por essa e outras más ações praticadas por pessoas incivilizadas, tem hora que chego a crer que não existe mais um único ser humano capaz de praticar boas ações nesta rude e glacial floresta de concreto, que é esta metrópole. Mas, felizmente, há sim. Já vi muitas pessoas que se dizem defensoras da narureza, fazendo pseudocríticas contra a degradação do meio-ambiente, falando que estão fazendo arte, simplesmente porque sabem que hoje em dia está muito em voga a discussão em torno do desenvolvimento-sustentśvel, que isso rende dinheiro. É muito fácil criticar. Difícil é agir, fazer algo de concreto em prol da natureza, sem nem um interesse financeiro.
Dia desses, estava eu no Parque Raul Seixas, aportando quatro livros, que tomei de empréstimo na Bilblioteca Vicente de Carvalho. Asentei-me a um banco. Encontrava-me tão interessado em folhear os livros, que nemn me dei conta do monte de lixo espalhado pelo gramado.Aí, chegou um rapaz, abaixou e apanhou as muitas embalagens de salgadinhos e de garrafinhas pets.
- Vou por no lixo! - explicou. - O pessoal não tem educação, joga tudo no chão!
Fiquei extático mediante aquele educado rapaz. Dei-lhe os parabéns pela sua civilizada atitude, pois, ele sim, deu-me uma verdadeira lição de amor ao meio-ambiente, com um gesto tão simples e despretensioso, que qualquer pessoa, por mais simples que seja, poderá praticar, muito diferente dos muitos discursos retóricos, que falsos artistas alardeiam por aí, sem nunca fazer nada de concreto pela naureza, pois o interesse de seus bolsos vem em primeiro lugar.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

CICLICAMENTE

Ciclicamente, caio ao solo...
Mas sempre me levanto...
O SENHOR é meu estímulo
Minha proteção e meu amparo.
Infunde-me força, obstinação e determinação
Para que a roda de minha existência
Nunca pare de circular rumo à SUA LUZ...
Que é a plena verdade
Fonte imanente de amor,
Que nunca pára de jorrar.
Oh! SENHOR! me reconduz
Sempre que eu sair
Da estreita via, que a TI leva.
Transforme todas a treva
Em brilhante luminosidade
Para que eu sempre VOS enxergue
Nitidamente, diante do altar
De minha eterna devoção.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CONFIDÊNCIA, SEGUNDO MOMENTO

Rasguei-me as entranhas
Abri a usina pulsante
Onde residem meus mais íntimos sentimentos...
Sai!!! Vai embora de meu âmago!!!...
Sentimentos que não foram
Nem tampouco serão correspondidos!
De meus olhos podem até manar
Materializada em lágrimas toda a amargura
Da desiluzão de não tê-la conquistado, mulher!
No entanto, feliz serei, que de vós me desiludi.
Quiçá, mui em breve novamente sorrirei...
Serás apenas um bela quimera onírica
Que um dia um poeta sonhou;
Mas, infelizmente, o sonho não se concretizou.

CONFIDENCIA, PRIMEIRO MOMENTO

Amor, quando oprime por não ser correspondido
Aperta-nos o peito,tira liberdade...
Faz tudo, tudo tristeza a nos sufocar
Como se sentíssemos falta de ar
Com medo de perder
Aquilo... aquilo que nunca tivemos...:-
A pessoa que amamos
Para nos aquiecer com seu amor.

terça-feira, 11 de maio de 2010

"VACUIDADE"

ELE, somente ELE;
É o TUDO e o NADA...
A LUZ e a TREVA...
A VIA e a NÃO-VIA...
O REAL e o IRREAL...
O PALPÁVEL e o NÃO-PALPÁVEL...
O VISÍVEL e o INVISÍVEL...
O LÓGICO e o ILÓGICO...
O QUE PARECE QUE É;
MAS NÃO É...
No entanto, sempre será
Eterna vacuidade
Na qual cabe tud`isso
E tudo o mais que imaginarmos
Porque TAL VACUIDADE
Chama-se DEUS,
princípio de todas as coisas e formas.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O INTEMPESTIVO TROGLODITA REJEITADO

Eu nunca havia passado por nem uma situação semelhante à que passei naquela noite de sábado. Encontrava-me num moto-clube, em companhia de minha namorada. O moto-clube, como se diz, estava bombando. Havia gente saindo até pelos ladrões. No palco uma banda interpretava os clássicos do Rock. Diga-se de passagem, até que cantavam bem. Num dado momento,ela acendeu um cigarro. A fumaça incomodou-me, fazendo-me tossir. Aí, ela me disse que iria fumar a distância de mim, para que a fumaça não continuasse a me irritar as mucosas nasais. Levantou-se, saiu caminhando rumo ao palco, onde havia várias pessoas agitando o som. Segui-a. Ela nem se deu conta de que eu a acompanhava. Próximo ao palco, se encontrava um sujeito velhusco, cabelos brancos, barba comprida, igualmente branca. Ele estava caracterizado à maneira dos sócios de moto-clubes. O indivíduo aproximou-se de minha namorada, trocou uma ou duas palavras com ela, puxou-a e beijou-a nos lábios. Ela, atônita com aquela atitude inesperada do troglodita pretendente, empurrou-o.
- Eu estou com meu namorado! - fez ela.
Ele olhou para mim, fez que não havia acontecido nada, saiu. Ela, se vendo numa tremenda saia-justa, desculpou-se dizendo que jamais teria a intenção de me magoar. Eu, completamente aturdido, nem soube o que dizer a ela. Saímos das dependências do moto-clube. Ela não parava de me pedir desculpa, de modo que acabei sentindo um tremendo dó dela. Bem, o que você faria em meu lugar? Daria uns bons sopapos no sujeito? Olha, quanto a você não sei; mas eu concluí que ele é um intempestivo trogodita rejeitado, carente pra chuchu, que não vale à pena fazer qualquer coisa contra ele. Ele é mais digno de pena, que de ódio, pois não sabe nem conversar com uma mulher, aproximar-se dela e conquistá-la. Quiçá, pensa ele que vive ainda nos Tempos da Cavernas, nos quais o homem conquistava uma mulher, dando-lhe uma clavada na cabeça; depois a puxava pelos cabelos para a caverna e aí consumava a união.